
As narrativas dos mestres e uma História Social da Capoeira em Teresina/PI - Do pé do berimbau aos espaços escolares.
A obra, produzida a partir de Tese de Doutorado em História e Memória da Educação, pela Universidade Federal do Ceará/UFC, aborda a Capoeira enquanto uma cultura afrobrasileira criada e desenvolvida pelos escravos africanos no Brasil. Faz um apanhado histórico que desnuda como esta cultura, após décadas de perseguições e quase chegando à extinção, se reinventou, vindo a ser reconhecida, em alguns de seus aspectos, como Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro e da Humanidade. A Capoeira, neste sentido, recebe olhar cuidadoso e rigoroso do ponto de vista acadêmico e científico, sem perder de vistas todo o seu significado sociocultural.
Seu desenvolvimento se deu a partir de entrevistas de história oral com Mestres de Capoeira Teresinense Tucano, Chocolate, Caramuru e Zé Carlos, colaboradores de relevância indiscutível para o surgimento e consolidação da Capoeira em Teresina, trazendo aspectos pertinentes em torno da história social e do processo histórico de inserção da Capoeira nos espaços escolares da cidade, concedendo legitimidade e rigor necessários para ser consultada e referenciada enquanto fonte de pesquisas no campo da história cultural brasileira e piauiense. As oralidades dos Mestres, a partir do esforço de lembrança, em diálogo com fontes outras, textuais e imagéticas. são privilegiadas como método de acesso e produção dos conhecimentos apresentados na obra.
A obra enfatiza que a Capoeira institucionalizada em Teresina, com grupos e escolas, emergiu de forma quase espontânea, a partir de pequenos movimentos organizados, nos anos iniciais de 1970, ocupando espaços nas escolas por volta do ano de 1979, ganhando relevância no imaginário popular teresinense, principalmente, pela vastidão de saberes que a caracterizam enquanto instrumento de conscientização e desenvolvimento da criticidade.
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